| Reino: | Animalia |
| Filo: | Chordata |
| Classe: | Aves |
| Ordem: | Sphenisciformes |
| Família: | Spheniscidae |
| Bonaparte, 1831 | |
| Espécie: | E. chrysocome |
O pingüim-de-penacho-amarelo é uma ave Sphenisciforme da família Spheniscidae.
Mede de 55 a 62cm de comprimento. Na barriga predomina o branco, as costas um preto azulado. Há um pequeno topete preto, além do estreito topetinho lateral de cor amarelo vivo que começa acima de cada olho. Os olhos são vermelhos, e o bico cor-de-rosa e preto. Ambos os sexos são parecidos, porém o macho é um pouco maior, com o bico mais forte. É a menor espécie de pingüim polar, pesando apenas 2,5 kg. Essa espécie tem dedos flexíveis prêenseis para escalar rochas lisas.
Alimenta-se de krill, lulas, peixes e crustáceos diversos.
Nidificam em outubro na Patagônia (Argentina), Estreito de Magalhães e ilhas dos mares do Sul, em colônias de 300 a 400 indivíduos. Procriam entre as rocas, às vezes acima de precipícios, perto do mar. Voltam das pescarias em alto mar para procriar em outubro, buscando o mesmo lugar que o ano anterior. O ninho é composto de calhaus, ossos e ervas. Normalmente, põem 2 ovos, sendo que um é o dobro do tamanho do outro. Após a incubação de 34 dias, dividida entre os dois pais, nasce o filhote do ovo maior. Quando tiver aproximadamente 3 semanas, o filhote vai à creche da comunidade, e ambos os pais saem em busca de comida. O filhote alcança o peso de adulto após 10 semanas, e começa a entrar no mar em fevereiro/março.
Podem ser encontrados em uma área bem grande, sendo que as 3 sub-espécies procriam desde Tristão da Cunha até a parte mais ao sul das Ilhas Shetland do Sul. Aparecem com frequência na costa do Uruguai e da Argentina, sendo registrado uma única vez para a costa do Brasil, na praia de Mostardas, no Rio Grande do Sul, onde foi encontrado morto em 1980.